sexta-feira, 8 de agosto de 2014

37ºCapitulo

Eu estava tremendo todo, e na hora que cai em si que já estava na sala da casa da Bia, um velho com uma cara nada boa me olhava, ele estava sentado ali no sofá, e ela foi ate ele lhe dar um beijo.

-Vô, esse é o Luan-ela apontou pra mim e o senhor me encarou-e Luan esse é meu avô Getulio
-Tudo bem com o senhor?-disse estendendo minha mão tremula a ele, que me encarou por mais uns segundos e enfim pegou minha mão
-Vou levando-disse sem esboçar nenhum humor-mas quem é esse sujeito Ana Beatriz?-ele perguntava a olhando sério e mal olhava pra mim
-Logo o senhor descobre vô-ela disse rindo e me puchando pra não sei aonde-vem amor, minha mãe e minha vó devem estar na cozinha

Seguimos para a cozinha e de novo eu estava tremendo todo, uma senhora olhava algo no forno, e uma mulher jovem até estava sentada em uma cadeira, conversando com a senhora.

-Mãe, vó, chegamos-Bia disse toda sorridente e a senhora com um belo sorriso se aproximou de nós, enquanto a que era a mãe dela, só se virou e nos olhou, não consegui ver direito sua reação, pois logo a senhora estava me abraçando
-Que belo rapaz é este Aninha-disse sua avó toda sorridente
-Esse é o Luan vó, e Luan essa é minha avó Marina, linda ela né-disse Bia dando um abraço na avó
-Não sou mais jovem para ser linda Aninha, linda é você-disse dona Marina a dando um beijo no rosto
-Mãe-Bia a chamou e ela permaneceu do mesmo jeito com os olhos vidrados em mim-mãe, vem aqui cumprimentar o Luan

Logo a mãe dela se levantou e veio ate nós, e ela me encarava de um jeito estranho e isso me assustou um pouco.

-Mãe, esse é o Luan, e Luan essa é Clarissa minha mãe-dizia toda feliz nos apresentando
-Muito prazer em conhece-la, dona Clarissa-disse estendendo minha mão que tremia mais que tudo, ela olhou pra minha mão e rapidamente a pegou, confesso que senti algo estranho enquanto ela me olhava e apertava minha mão, e fui pego de surpresa com ela me dando um abraço, um tanto que apertado
-Muito prazer Luan-ela disse toda sorridente-você é muito lindo, se parece tanto...
-Mãe-Bia a interrompeu-antes que você comece, que parece que já viu ele em algum lugar, e coisa e talz, ele é o Luan Santana, se isso responde sua pergunta
-Nossa-ela fez uma cara meio que de surpresa-era exatamente isso que iria falar-ela sorriu amarelo
-Pois é-Bia riu de canto-mas bem, eu e o Lu estamos com fome vó
-Já imaginava isso-disse dona Marina toda sorridente-por isso mesmo fiz macarrão de forno, e esta quentinho Aninha, você come comidas desse tipo rapaz?-ela perguntou se dirigindo a mim
-Claro que sim, eu não tenho nenhuma frescura não-disse sorrindo de canto
-Então podem se servir-disse ela tirando uma forma do forno e a colocando sobre a mesa
-Hum o cheiro ta ótimo vó-disse Bia olhando o macarrão
-Então pegue os pratos Bia, para servir você e seu amigo-disse sua mãe

Confesso que fui ate que bem tratado pela dona Clarissa, que a todo momento sorria pra mim, e me olhava de um jeito, digamos que maternal, e por isso me senti a vontade ali, pelo menos ela pareceu gostar de mim, e isso era ótimo, o primeiro passo já foi dado, agora teria que conversar com ela, a respeito do meu namoro com Bia, e Clarissa não pareceu ser tão chata ou mãe possessiva como Bia dizia, ela estava me tratando melhor do que a propria filha, e eu estava amando conquistar minha sogra, que ate o momento achava que eu e Bia eramos apenas amigos. Almoçamos em um clima agradavel, e a comida de dona Marina era ótima, Bia sorria a todo momento, e sua mãe e sua avó estavam me fazendo sentir em casa, e sua mãe me perguntava algumas coisas, só o seu avô que nem na cozinha apareceu, mas assim que terminamos de comer, essa era a hora, tinha que levar um papo com a sogra.

-Não quer comer mais Luan?-Clarissa me perguntou
-Não, obrigado, já to cheio demais rapaiz, sua comida é ótima dona Marina
-Que bom que gostou, da proxima vez que vier aqui me fale seu prato favorito, que farei com muito gosto-disse ela retirando os pratos da mesa

Ficamos um tempo em silencio, e Bia que estava sentada ao meu lado segurou minha mão por baixo da mesa, e sorriu de canto, senti isso como um incentivo para puchar conversa com sua mãe.

-É... dona Clarissa, preciso conversar com a senhora-disse voltando a ficar tenso e Bia segurou minha mão firme embaixo da mesa
-Pois diga então Luan, só que me chame de Clarissa, não sou tão velha assim-disse sorrindo
-Claro que não, cê é nova e bonitona ainda-disse rindo de canto e prossegui-então do... Clarissa, eu e a Bia, já nos conhecemos a um bom tempo e de lá pra cá surgiu uma amizade enorme entre a gente...-ela me olhou um pouco mais seria-e sabe ela é uma moça linda, simpatica, de familia, e entende meu trabalho, e por isso veio surgindo um sentimento entre a gente e...
-Luan, vá direto ao ponto-disse Clarissa me olhando séria e eu não sabia se continuava
-Ta-respirei fundo-é que... é que eu, queria... pedir a Bia em namoro-disse por fim e me aliviei um pouco, o que tinha que ser dito foi dito
-O que?-ela perguntou se levantando da mesa-a Ana Beatriz é muito nova pra isso e...
-Mãe-disse Bia se levantando-eu não sou mais um bebê, tenho 20 anos você querendo ou não, e se você não quiser aceitar meu namoro com o Luan tudo bem, quem tem que decidir meu namorado sou eu não você
-Ana Beatriz, abaixa seu tom de voz comigo, eu sou sua mãe, e eu sei o que é o melhor pra você, e já que querem tanto saber, minha resposta é não, não aceito esse namoro-disse Clarissa já chorando e saindo dali
-Minha mãe acha que eu vou viver pra sempre debaixo da asa dela, mas ela ta muito enganada-disse Bia tentando esconder as lágrimas e sua avó foi a abraçar
-Não fique assim Aninha, depois vou conversar com sua mãe, e tudo vai se resolver
-Não vai não vó, sempre vai ser assim, minha mãe na mesma hora que é a pessoa mais agradavel do mundo, se transforma na mais desagradavel, e o pior que quem sempre sofre com as atitudes dela sou eu-dizia Bia já chorando no colo de sua avó

Eu permaneci sentado na cadeira, olhando ela chorar nos braços da avó, e não sabia o que fazer, nem como reagir, pensei que dona Clarissa iria aceitar de boa nosso namoro, mas foi eu começar a falar que sua expressão mudou, e agora eu entendia o porque de Bia dizer que sua mãe sempre a protegeu demais, talvez nem fosse o medo de perder a filha, pois eu nunca seria capaz de afastar ela da mãe, mas acho que isso já era loucura, e obsessão, pois mesmo a Bia sendo maior de idade, ela queria interferir em suas escolhas, e o não de Clarissa perturbava minha mente, mas como era Bia quem decidia se me queria ou não, decidi ficar na minha e não dizer mais nada ali. Dona Marina conversava baixinho com Bia, e depois de um tempo veio ate mim e me fez levantar.

-Olha rapaz, não coloque as coisas que a Clarissa fala ou faz na cabeça, se minha Aninha te ama, e se você ama ela, só te peço que faça ela feliz, e cuide bem dela, vocês dois tem minha benção e minha permissão para namorarem-dona Marina me deu um beijo no rosto e saiu dali

Bia me olhava com os olhinhos vermelhos, e enxugando as ultimas lágrimas que caiam, me levantei e fui ate ela a abraçando e a confortando em meus braços, e estava decidido, que daqui em diante nada nem ninguem nos separariam, e eu ia lutar com todas as forças para fazer Bia feliz, e provar que eu a amo mais e mais a cada dia, pois ela não merecia sofrer.


Clarissa narrando.

Eu tinha acordado com um pressentimento estranho essa manhã, sonhei que reencontrei meu filho, mas o rosto dele não pude ver no sonho, acordei me sentindo estranha mas feliz, hoje era quinta e por ter trabalhado ontem o dia todo, hoje seria minha folga, e eu claro que pulei cedo da cama, para ir atrás de mais noticias do meu filho. Fui ate o investigador e ele estava viajando pro sul do país, fazendo algumas investigações, e mais uma vez voltei pra casa, com o sonho de um dia poder encontrar meu filho, e reparar o erro que cometi num momento de fraqueza. Cheguei em casa e como sempre meus pais assistiam TV, só os disse um oi, segui pro meu quarto e fiquei lendo alguns livros de receita, queria fazer algo diferente hoje pra Bia comer, mas claro, se ela estivesse em casa, ouvi alguem bater na porta e era minha mãe.

-Alguma novidade Clarissa?-ela perguntou se sentando em minha cama
-Não mãe, nunca tem nenhuma novidade, e o investigador esta viajando atrás de outro caso, e isso significa que vai demorar mais
-Não fale assim minha filha, tenha fé, um dia nos vamos encontrar seu filho
-Eu não sei se tenho mais fé mãe, já fazem 22 anos e nada ate hoje
-Mas é porque você demorou demais pra ir atrás de um investigador filha
-Mesmo assim mãe, eu já não tenho a certeza de que um dia vou poder ver meu filho antes de morrer
-Pare de ser pessimista Clarissa-disse minha mãe se sentando mais perto de mim-você lutou tanto por isso, e num vai ser agora que você vai desistir
-Não sei de mais nada mãe-disse respirando fundo-nem a Ana Beatriz eu consigo mais controlar, imagina se eu reencontro meu filho, ele vai me odiar por saber que eu sou a mãe que o abandonou, e a Bia vai me odiar, por saber que um dia eu fiz isso, e que se não fosse pelo pai dela interferir talvez eu faria a mesma burrice-disse já deixando as lágrimas escorrer
-Minha filha-disse minha mãe me abraçando-pare se culpar assim, você tem que agradecer a Deus todos os dias por ter a nossa Aninha por perto, e crer que um dia vai encontrar seu menino
-Meu menino-disse com voz de choro-queria tanto conhecer meu menino
-Se acalme minha filha, tente descansar um pouco-disse minha mãe me dando um beijo na testa e se levantando

Apenas assenti com a cabeça e ela enfim saiu do quarto, e lá estava eu, chorando mais uma vez, e pensando quando isso tudo ia acabar, sera que eu não merecia nem conhecer meu filho? sera que um dia poderia o abraçar e o chamar de meu menino? e outra vez perdida nos meus pensamentos, e chorando por minha droga de vida, acabei dormindo. Acordei mais uma vez, com o mesmo pressentimento de cedo, e outra vez tive o mesmo sonho, fiquei uns minutos apenas deitada em minha cama pensando nisso tudo, e ao ver que já se passava das 12:30 hrs, me levantei para almoçar. Meus pais já estavam na cozinha almoçando, apenas me servi e me sentei junto deles, minutos depois o telefone de casa tocou e minha mãe que já havia acabado de comer foi atender.

-Quem era mãe?-a perguntei assim que ela voltou toda sorridente para cozinha
-A Aninha, ela disse que vem almoçar, e vai trazer um amigo
-Que amigo?
-Não sei quem é, mas ela disse que só vamos o conhecer quando chegarem
-Ta vendo Clarissa, você não segura sua filha, daqui uns dias ela aparece aqui em casa gravida, e vai ser uma perdida que nem você-disse meu pai tentando me culpar
-Pai, não fale assim da minha filha, e outra eu nunca vou deixar isso acontecer, só porque eu errei, não significa que minha filha tambem vai errar
-Talvez ela não se torne como você Clarissa, mas se ela continuar solta desse jeito as consequências não vão ser nada boas, e se isso acontecer vai ser tudo culpa sua, que nunca deu exemplo a Ana Beatriz-meu pai dizia me olhando serio
-Getulio, não culpe a Clarissa, por Deus sera que vocês dois nunca vão viver sem ter uma discussão?-disse minha mãe nos encarando
-Eu só digo o que penso Marina, na minha época as coisas não eram erradas como é hoje, se uma filha, ou um filho fazia coisa errada antes do casamento, eles que se viravam com os seus proprios erros, e eu apenas lavo as minhas mãos, eu te eduquei da mesma forma que seus irmãos Clarissa, e a unica que me deu desgosto foi você, e eu sendo seu pai, tenho direito de expor meus pensamentos e meus conceitos sobre você-disse meu pai se levantando e indo pra sala
-Ele sempre é assim-disse respirando fundo
-Ele tem esse jeito duro de ser, mas no fundo ele te ama minha filha-disse minha mãe segurando uma de minhas mãos-ele só não demonstra nenhuma atitude posiva, pois foi criado assim, e eu conheço melhor que ninguem os pensamentos e o sentimentos daquele velho torrão-disse minha mãe rindo de canto
-Eu não sei o que fiz de bom pra merecer uma mãe como você-disse a olhando com sinceridade-meu pai e minha filha pouco se importam comigo, já você sempre ta do meu lado, te amo dona Marina
-Eu que te amo Clarissa, eu sou tua mãe, e mesmo que você, seu pai e a Aninha sejam todos muito cheios de confusões entre si, eu tenho que ser a pessoa que acalma e entende cada um
-As vezes queria ter a mesma força, e a mesma coragem que você mãe, e queria ser pra Ana Beatriz uma mãe como você é pra mim
-Você é uma excelente mãe minha filha, agora pare de ficar com essas paranoias que daqui a pouco a Aninha esta ai

Assenti pra minha mãe sorrindo, e ficamos conversando enquanto ela fazia um macarrão de forno que a Bia tanto amava. Escutamos um barulho no portão e um carro entrando na garagem, com certeza era a Bia, e minha mãe foi correndo olhar o forno novamente pra ver se o macarrão estava pronto, escutamos vozes na sala e passos se aproximando da cozinha, como eu estava sentada de costas para a entrada da cozinha, só percebi que Bia estava ali quando nos chamou.

-Mãe, vó, chegamos

Me virei e meu coração parou, ao ver minha filha e um rapaz, alto, moreno e branquinho, ao seu lado, fiquei o olhando sem acreditar, sera que era ele? meus olhos insistiam em negar aquela imagem a minha frente, mas meu coração de mãe bateu mais forte, ele era como sempre imaginei que fosse meu filho, e o mais incrivel de tudo, é que as semelhanças dele e do homem que mais amei na vida, eram destacaveis, estava me perguntando se aquilo era mesmo real, ou se o destino estava brincando comigo e com meus sentimentos de mãe, só sai do mundo dos meus pensamentos ao perceber Bia me chamando.

-Mãe-ela me chamou e eu mal sabia como falar algo-mãe, vem aqui cumprimentar o Luan

Anda sem acreditar e estremecendo por dentro me aproximei deles.

-Mãe, esse é o Luan, e Luan essa é Clarissa minha mãe-dizia minha filha toda feliz nos apresentando
-Muito prazer em conhece-la, dona Clarissa-disse ele me estendendo a mão que parecia um pouco tremula, eu apenas olhei sua mão e rapidamente a peguei, confesso que senti algo estranho enquanto o olhava e ele apertava minha mão, e num impulso o dei um abraço, senti meu coração acelerado e o apertei com todas as minhas forças
-Muito prazer Luan-eu disse toda sorridente-você é muito lindo, se parece tanto...-eu iria dizer que ele se parecia muito com o homem que marcou minha vida 
-Mãe-Bia me interrompeu-antes que você comece, que parece que já viu ele em algum lugar, e coisa e talz, ele é o Luan Santana, se isso responde sua pergunta
-Nossa-isso me pegou totalmente de surpresa-era exatamente isso que iria falar-sorri amarelo tentando disfarçar meus pensamentos sobre ele
-Pois é-Bia riu de canto-mas bem, eu e o Lu estamos com fome vó-disse ela já querendo o almoço

Fiquei perdida em meus pensamentos olhando para Luan, e o observava a cada gesto, desde o jeito de falar, de mexer as mãos, e isso só acendia mais aquela chama de esperança dentro de mim, e bem lá no fundo algo me dizia, o que eu tanto esperei saber durante esses anos, que ele era meu filho, mas para ter a certeza maior, iria o perguntar algumas coisas, confesso que minha curiosidade era enorme para saber tudo sobre a vida daquele menino.

-Então Luan, tem quantos anos?-o perguntei enquanto ele comia sentado ao lado de Bia
-Fiz 22 em março-ou eu estava escutando demais ou era mais uma vez o destino fazendo isso comigo, faziam 22 anos que abandonei meu filho e o mais incrivel é que tudo aconteceu no mês de março, e pra ter mais certeza ainda continuei a lhe perguntar
-Você nasceu onde?-confesso que perguntei já temendo se a resposta fosse...
-Campo Grande-e mais uma vez meu coração parou de bater e acelerou ao mesmo tempo, meu Deus sera mesmo que isso era possivel? eu que tanto procurei meu filho, ele aparecer assim do nada em minha casa
-Nós tambem somos de Campo Grande-disse minha mãe-moramos um bom tempo lá
-Então sua familia é de lá e nem pro cê me falar muié?-disse ele olhando pra Bia
-Não sabia que você era de Campo Grande Lu
-Mas você morou sempre lá em Campo Grande?-mais uma vez perguntei
-Não, já morei em varias cidades, devido o emprego do meu pai a gente vivia mudando de cidades, e isso as vezes era cansativo-ele já morou em varias cidades com os pais que o criaram, sera que isso explica o porque de eu nunca o encontrar em uma determinada cidade?
-Mas como veio parar aqui em Londrina?
-Por causa do meu trabalho, meu empresario e meu escritorio ficam aqui em Londrina, ai por isso eu tive que me mudar pra cá
-Deve ser muito bom ter um filho cantor-disse pensando alto e Luan apenas sorriu pra mim, talvez ele não entendesse nada, e achasse normal essas perguntas um tanto que simples, mas pra mim, eram as respostas, das buscas de uma vida toda que eu sempre procurei

Minha mãe tambem o perguntava algumas coisas, e eu mais o observava, ele era como eu sempre imaginei que meu filho fosse, e vendo ele ali, e Bia ao seu lado, sentia uma alegria enorme, ver meus dois filhos lado a lado, sendo amigos, e se ele realmente for meu filho, vou ser grata a Deus todos os dias por finalmente encontrar a parte de mim que ainda estava perdida. Eles acabaram de comer e ficaram um pouco em silêncio, eu ainda perguntei se ele queria comer mais, mas ele estava todo timido e negou, mas elogiou a comida de minha mãe. Minutos depois, ele enfim quebra o silêncio, com uma voz meia que de nervosismo.


-É... dona Clarissa, preciso conversar com a senhora
-Pois diga então Luan, só que me chame de Clarissa, não sou tão velha assim-disse sorrindo e o tentando fazer se sentir a vontade
-Claro que não, cê é nova e bonitona ainda-ele disse rindo de canto e que belo sorriso-então do... Clarissa, eu e a Bia, já nos conhecemos a um bom tempo e de lá pra cá surgiu uma amizade enorme entre a gente...-não comecei a gostar dessa conversa e desfiz minha cara de felicidade-e sabe ela é uma moça linda, simpatica, de familia, e entende meu trabalho, e por isso veio surgindo um sentimento entre a gente e...
-Luan, vá direto ao ponto-disse o olhando séria, e o medo de que os dois possam ter algo me dominava
-Ta-ele respirou fundo-é que... é que eu, queria... pedir a Bia em namoro
-O que?-disse me levantando da mesa indignada-a Ana Beatriz é muito nova pra isso e...-ia tentar argumentar mas logo ela me interrompeu
-Mãe-disse Bia se levantando-eu não sou mais um bebê, tenho 20 anos você querendo ou não, e se você não quiser aceitar meu namoro com o Luan tudo bem, quem tem que decidir meu namorado sou eu não você
-Ana Beatriz, abaixa seu tom de voz comigo, eu sou sua mãe, e eu sei o que é o melhor pra você, e já que querem tanto saber, minha resposta é não, não aceito esse namoro-disse não aguentando mais segurar o choro e sai correndo dali

Me tranquei em meu quarto, e me odiei mais ainda, o que eu fiz de errado agora, sera que por minha culpa, dois irmãos estavam cometendo um pecado enorme de quererem ficar juntos? chorei de raiva e de odio de mim mesma, não queria que isso acontecesse, eu tinha que interferir de alguma maneira nisso, mas no momento eu não tinha força, nem coragem de me levantar dali e sair correndo e gritar que os dois eram irmãos, e não podiam ter nenhum sentimento além disso, o nojo de os imaginar crescia em mim, e me culpava mais ainda, a culpa era minha, o erro era meu, e agora quem ira pagar e sofrer com as consequências serão eles, e eu. Minha mãe entrou no meu quarto com uma cara de repreensão, mas ao ver meu estado, apenas me abraçou, e eu queria lhe contar tudo, sobre minhas duvidas, mas o que eu sabia fazer era só chorar, e mesmo que meu lado mãe esteja gritando que o rapaz que esta na minha cozinha é meu filho, minha consciência diz pra mim rezar pra que isso não passe de uma coincidência, e uma confusão de minha parte.

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Olá amores, ta ai mais um capitulo, confesso que demorei postar, pois pensei bastante em como escrever ele, ficou um pouco repetitivo, mas é preciso, e ai sera mesmo que o Luan é o filho de Clarissa? tudo diz que sim, mas vamos ver né, e agora o que ela vai fazer? e como fica Bia e Luan nessa historia? comentem ai amores, e eu vou divulgar a fic de duas lindas aqui 
http://pamelladocarmo.blogspot.com.br/2014/08/sinopse.html
http://webpravclembrardemim.blogspot.com.br/
Quero saber a opinião de vcs sobre a fic, comentem ai, bjoooos.

domingo, 3 de agosto de 2014

36ºCapitulo

Depois que saimos do cinema, estavamos parecendo dois bobos apaixonados trocando frases fofas e beijos dentro do carro.

-Bia amorzinho meu, que tal a gente ir comer alguma coisa?
-Não sei Lu, você ta com fome?
-To-disse rindo
-Você é um gordo mesmo, comeu a pipoca toda sozinho e bebeu refrigerante sem me dar nem um pouquinho, e já ta com fome
-É que to em fase de crescimento ainda amor-disse rindo
-Só se for crescimento pros lados-nós dois rimos
-Eu sou gostoso, isso é inveja do meu corpinho-disse erguendo sua camisa e passando a mão pela barriga
-Bobão-ri dele

Luan como estava com fome seguiu para um restaurante, e claro era o melhor da cidade, e por sorte não estava lotado, entramos, e quando o dono dali viu o Luan ficou cheio de dedos com ele, e comigo não foi diferente, afinal ele conhecia meu pai e sempre iamos ali, nos sentamos numa mesa mais reservada e fizemos nossos pedidos. Depois que jantamos, e o dono nos agradeceu mil vezes por ter ido ali, enfim seguimos para o apartamento.

-Vai dormir comigo hoje bebê?-perguntei a Luan assim que ele estacionou o carro
-Mas é claro, eu tava doido de saudades da minha namorada-disse me dando um selinho molhado
-Que bom-disse o lançando um olhar provocativo

Descemos do carro e seguimos para o elevador, queria muito subir aos beijos com Luan, mas infelizmente tinha um casal meio jovem ali com um bebê, e um senhor bem vestido, ficamos em um canto abraçados e apenas os cumprimentamos com um oi, chegamos no andar do apê e abri a porta com Luan ainda agarrado a minha cintura. Ele estava bem animado e já foi me beijando, mas ainda queria o fazer uma surprezinha, então me desviei dele e o empurrei de leve, e Luan me olhou sem entender.

-Não quer me beijar não?-perguntou indignado
-Claro que quero amor, mas espera aqui, que vou te fazer uma surpresinha-o dei um selinho rapido e corri pro quarto

Luan como era muito curioso, veio atrás, e como já sabia que ele viria entrei no banheiro e me tranquei lá, passei bastante do meu perfume que ele gosta, arrumei meu cabelo, e tirei minha roupa ficando apenas com a lingerie pink que comprei e coloquei uma camisola que era conjunto da peça.


Me concentrei um pouco, ate tomar coragem de ir ate lá, eu não era timida em relação a Luan, mas essa ideia louca de vestir algo para seduzir algum homem, era novo pra mim. Enfim destranquei a porta, e quando sai do banheiro, o olhar de Luan veio diretamente pra mim, ele estava todo jogado na cama mexendo em algo no celular, sei que o deixei desconcertado, pois o celular caiu bem na cara dele e ele não tirava o olhar de mim mordendo os lábios. Fui me aproximando a passos lentos e meu coração foi disparando, conforme o olhar de Luan sobre mim ia tendo mais desejo dentro deles, fiquei a dois passos da cama e ele veio engatinhando ate ficar de joelhos em cima da cama, bem de frente comigo.

-Você me deixa louco-disse olhando descaradamente para o meu corpo e mordendo os lábios
-E vai ficar só olhando?-perguntei um tanto provocativa e ele me agarrou pela cintura me dando um beijo voraz e cheio de paixão.


Luan foi se deitando na cama e me puchando junto para ficar por cima dele, nos deitamos sem desgrudar nossos lábios, e o clima só ia esquentando. Encerramos o beijo só por causa do maldito folego nos faltando, e Luan já todo cheio de fogo nos virou na cama ficando por cima, e mais uma vez me dando um beijo quente. Seus lábios desgrudaram do meu e foram em direção a meu pescoço, e eu amava cada toque dele em mim.


Como eu estava a fim de comandar tudo naquela noite, fui arrancando a camisa de Luan e o tentando virar para ficar por cima dele novamente, Luan entendeu o recado e me deixou ficar por cima. O dei um longo beijo nos lábios e depois fui descendo os beijos pelo seu peitoral e barriga.


Ele já estava mais que excitado, tirei sua calça, e me deparei com seu volume na cueca, dei uma mordida no pé de sua barriga, e subi novamente com os beijos, depois fiquei me concentrando em seu pescoço, e as vezes mordendo de leve sua orelha e sussurrando que o amava.

-Amor, cê já ta me deixando louco-dizia Luan com voz excitada enquanto eu ainda o fazia caricias e distribuia beijos pelo seu pescoço
-Ta gostando bebê?-sussurrei o mais sexy possivel em seu ouvido
-Amor o Luan Jr. já quer brincar, então deixa eu fazer as coisas-pedia todo manhoso e excitado
-Nada disso-disse me sentando em sua barriga-eu que comando hoje-pisquei meu olho pra ele
-Hoje cê ta que ta amorzinho, assim que eu gosto-disse mordendo seu lábio inferior

Apenas sorri de canto e comecei a tirar minha camisola ainda sentada em cima dele, Luan estava vidrado em mim, e só respirava fundo vendo eu me despir ali, depois tirei meu sutiã sensualmente e Luan já não negava a cara de safado olhando meus seios, voltei a beijar sua boca, e depois desci novamente os beijos, tirei sua cueca e minha vontade de te-lo só aumentou, fiquei de joelhos em cima de suas penas, e tirei a unica peça que nos separava, e como meu desejo por ele já era grande, sentei em sua ereção, e Luan arfou na hora. Nunca haviamos nos amado com tanto desejo como nessa noite, trocamos de posições varias e varias vezes, e não nos cansavamos um do outro, fizemos amor ate madrugada, e enfim quando estavamos satisfeitos, e a canseira chegou, nos deitamos lado a lado, e fiquei acariciando o cabelo e o peitoral de Luan que já estava de olhos fechados e quase dormindo.


-Eu te amo-disse baixinho como se fosse um grande segredo e ele abriu os olhos e olhou em direção aos meus
-Eu te amo minha neném-disse baixinho como eu e me lançou um de seus melhores sorrisos
-Nunca imaginei que iria amar alguem assim
-Assim como?
-Bobo, crianção, manhoso, idiota...
-Nossa nois acaba de fazer amor e cê vem me xingar?-disse erguendo uma sobrancelha
-Não bobão-sorri de canto-você é tudo isso que falei, só que não me deixou dizer o mais importante, que é carinhoso, romantico, lindo e o mais importante o amor da minha vida-Luan sorriu todo bobo e me puchou para deitar em seu peito
-Eu que te amo muito, amor da minha vida-disse beijando minha mão por cima da nossa aliança de namoro e acariciando meus cabelos
-Senti tanto sua falta, ficava todos os dias imaginado quando iria te ver de novo, e te ter aqui comigo
-Tambem senti saudades do cê amorzinho-beijou minha testa-cê num sabe o quanto é ruim dormir cada dia em um hotel diferente, e te imaginar nos meus braços, sentindo seu cheiro-cheirou meu cabelo-e saber que eu posso te proteger
-Você já me faz bem só por existir-disse me ajeitando em seus braços e o olhando-você é meu amor, minha vida, meu porto seguro, te amo demais Luan
-E eu não te amo-ele disse me olhando serio e eu gelei com isso-eu te vivo, você é minha vida-disse me lançando um sorriso de lado e eu não resisti e lhe beijei

E assim terminamos a noite, depois de exaustos por nossas horas de amor, aconchegados um no outro, e eu me sentindo a mulher mais feliz e realizada do mundo, por ter ele em minha vida, e por poder dormir em seus braços, sentindo todo seu amor por mim. No dia seguinte acordei com alguem me ligando, estava com preguiça de atender, e quando atendi já estava no ultimo toque, e nem vi quem era direto.

Ligação on.
-Alô?-disse com voz de sono e baixo para não acordar Luan que dormia tranquilamente ao meu lado
-Oi amiga, não vem pra facul hoje?-era Francielle
-Não Fran, to super...-bocejei-cansada
-É, percebe-se -ela riu-pelo visto a noite com o cantor foi boa né-dizia rindo maldosa
-Opa-ri de canto-mas o que queria comigo?
-Só liguei pra perguntar se viria mesmo, porque eu tinha umas coisinhas pra contar sabe, mas já que sei que ta com seu amor e não quero atrapalhar Bia
-Tudo bem amiga, a gente se fala depois, porque ainda to morrendo de sono...-bocejei de novo
-Ok então dorminhoca, a gente se fala Bia, beijos e aproveite o dia com o gato
-Pode deixar-ri de canto-beijos,boa aula e depois me passe a materia
-Passo sim, tchau minha loira
-Tchau
Ligação off.

Desliguei a ligação e olhei a hora, era 07:25 hrs da manhã ainda, e como fui dormir de madrugada, só queria acordar bem tarde, desliguei meu celular, para ninguem atrapalhar meu sono, me aconcheguei em Luan novamente que dormia feito pedra, e logo peguei no sono.

Narrado por Luan.

Eu estava completamente feliz com a Bia, ela era realmente uma namorada diferente de todas que já tive, e passar um mês sem vê-la foi dificil pra mim, confesso que me segurar para não trai-la foi dificil, pois a minha volta é cheio de mulheres lindas e gostosas, mas como eu não acho certo trair e a amo de verdade, pensei nela todos esses dias, e quando enfim nos encontramos me senti completo outra vez, pois estar longe dela é como se metade de mim faltasse, e só com ela eu me sentia inteiro. Nossa noite foi incrivel, fomos no cinema, jantamos e depois ela ainda me surpreendeu toda sexy naquela lingerie pink, ela já era linda e vestida daquele jeito então, nem se fala, nos amamos a noite toda e depois dormi com minha amada em meus braços, me sentindo o homem mais feliz do mundo. No dia seguinte acordei e a vi agarrada a mim, sorri de canto ao vê-la tão linda aconchegada em meu peito, peguei meu celular que estava no criado mudo ao lado, e já se passava das 14:15 hrs da tarde, fiquei um pouco na cama apenas a olhando, e depois tentei sair devagar para não acorda-la, ela se mexeu um pouco, mas se virou pro lado e parecia ainda dormir, segui para o banheiro e como estava todo suado e fazia calor na pequena Londres, tomei um banho rapido, e sai com uma toalha amarrada na cintura, minhas roupas estavam jogadas pelo quarto e ri me lembrando de nossa noite, vendo as peças dela tambem jogadas no chão, como não tinha outra roupa ali, me vesti com a da noite anterior, e quando estava terminando de secar meu cabelo com um secador ali no banheiro, ela entra ali com a maior cara inchada de tanto dormir enrolada no lençol.

-Bom dia minha dorminhoca-disse a abraçando por trás e dando um beijo em seu rosto
-Bom dia o caralho-disse com cara de brava jogando o lençol no chão e entrando no box do banheiro
-Nossa amor, que eu fiz de errado?-perguntei não entendendo o porque desse mal humor
-Você nada, desculpa-disse colocando a cabeça para fora do box-é que desceu pra mim hoje, e isso me deixa irritada-disse fechando o box novamente
-Percebe-se-eu ri
-E para de rir, porque enquanto eu tiver nesses dias você vai ficar só na vontade-disse ainda com voz irritada de dentro do box
-Sobrou ate pra mim poxa-sorri indignado e voltei a secar meu cabelo
-Luan faz favor, pega uma toalha seca pra mim-ela disse minutos depois
-E na onde fica a toalha?-disse abrindo o box e a vendo de costas enxaguar o cabelo, e meu amigo já deu sinal de vida, a vendo daquele jeito com a água escorrendo pelo seu corpo, não prestei atenção em mais nada e fiquei vendo seu corpo nu a minha frente, ate ela se virar pra mim e me olhar com cara de brava tacando água na minha cara
-Luan ta fazendo o que aqui? num te mandei ir buscar a tolha?-disse me olhando seria
-É que ocê num falou onde fica mor-disse tentando a olhar nos olhos, e não desviar a atenção para seu corpo
-Claro que falei Luan, no armario do lado esquerdo no quarto, que planeta você vive?-perguntou me olhando com as mãos na cintura e eu não pude deixar de olhar seus seios e a água escorrendo por eles-Luan-ela disse brava e me tacou mais água-para de ficar me olhando feito bobo e vai logo pegar a toalha-disse ela me empurrando dali e fechando o box

Fiquei alguns segundos ainda pra me recuperar da imagem da minha namorada tomando banho, e só voltei na real com outro grito de Bia.

-Já trouxe a toalha Luan?

Fui correndo ate o armario do quarto e de cara achei a bendita toalha, voltei no banheiro e ela já esperava pela toalha só com a cara de fora do box, a entreguei a bendita toalha, e ela me mandou sair dali, pra ela se arrumar, como a muié tava brava sai dali correndo antes que ela resolvesse me bater, apesar de eu ser namorado dela e da gente não ter vergonha um do outro, eu nunca a tinha visto de TPM e cara me deu medo, por isso hoje eu ia tentar a mimar, e não falar ou fazer besteiras, porque mulher brava taquipariu.
Bia saiu do banheiro enrolada na toalha, e só de me olhar, já entendi que era pra vazar do quarto, fui pra sala e liguei a TV, estava passando um negocio sobre comida, e como eu estava morrendo de fome, resolvi mudar de canal, fiquei zapeando os canais, ate sentir uma mão em meu ombro e a vi agora mais calma, sorrindo pra mim, ela se sentou em meu colo toda manhosa e me deu um selinho.

-Desculpa bebê-disse alisando meu rosto-odeio ficar nesses dias, e por isso fico irritada, mas você num tem culpa de nada ta-me deu outro selinho
-Tudo bem minha nenénzinha-cheirei seu pescoço-entendo que esses dias é nada legal, e por isso vou ficar o mais quietinho possivel e te mimar muito-beijei seu pescoço
-Que namorado mais lindo que eu tenho-disse segurando meu rosto entre suas mãos-eu te amo Lu, e desculpa por ter ficado brava aquela hora
-Eu já te desculpei amor, esquece isso-a dei um selinho-que tal a gente ir lá pra minha casa almoçar em?
-Não sei-ela disse pensativa-você ta com fome né amor?
-Muita-disse rindo de canto
-Espera aqui um minutinho, já venho-disse me dando um selinho e indo pro quarto

Não entendi nada e fiquei vendo TV, ate ela aparecer novamente sorrindo e me puchando para levantar.

-Preparado para conhecer a sogra?-ela perguntou divertida
-Serio?-perguntei meio assustado, não conhecia a mãe dela, mas pelo o que Bia me contava a mulher era super protetora
-Sim, liguei lá em casa e minha avó disse que minha mãe esta em casa, perguntei se já almoçaram e ela me disse que já, mas que esta anciosa pra te conhecer
-Eita, sera que sua mãe num vai me expulsar de lá com cabo de vassoura?
-Não-ela riu-fica tranquilo, quem tem que gostar de você sou eu, não minha mãe-disse me dando um selinho-vamos?
-Bom, já que to morto de fome, e um dia tinha que conhecer a sogrona, vamos

Seja o que Deus quiser, pensei assim que entrei no carro de Bia e seguimos rumo a sua casa, eu não sabia onde ela morava, e por isso estava atento a tudo.

-Então senhor Luan Santana, minha casa num é de ninguem do seu nivel não, então por favor não repare em nada
-Que isso amor-eu ri-eu já morei em casas simples tambem
-Pode ser, mas sei lá, você é o Luan Santana e é meio vergonhoso te levar lá em casa-ela disse rindo de canto
-Imagina amor-disse pegando uma de suas mãos e a beijando-num precisa ter vergonha não, e antes de tudo eu sou seu namorado
-Ta bem bebê, mas vamos fazer assim, você fica no carro, eu entro na garagem e só ali dentro você desce, porque não quero que os vizinhos fofoqueiros fiquem falando coisas de mim por ai, e não quero gente na porta da minha casa só porque o Luan Santana ta ali
-Ok senhorita, como cê quiser amor-disse rindo

Eu já imaginava que Bia morasse num bairro comum, e era raro eu andar por esses bairros em Londrina, eu ia mais era ate o centro e no condominio, o resto da cidade eu num andava, porque sabia que causaria tumulto. Nem percebi quando Bia parou o carro, ela mandou eu ficar ali, e foi abrindo o portão de grade branca da casa, era um casa simples mas ate bonita, o muro era verde e podia se avistar um jardim na frente da casa, logo ela voltou pro carro e foi entrando, estacionou na garagem da casa, e fechou o portão, só depois ela abriu a porta do carro pra mim.

-Então amor, bem vindo a minha humilde residencia

Desci do carro e confesso que tava tremendo todo, mal imaginava como seria a mãe dela, e seus avós, e estava com medo da reação deles ao me ver, e o que eles pensariam, de mim, mas enfim, entrelacei minha mão com a de Bia e ela foi me puchando, antes de abrir a porta da casa ela me deu um selinho e enfim abriu a porta, e meu coração foi a mil.

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Olá amores, mais um capitulo ta ai, tentei fazer um hot, pras safadinhas de plantão que viviam me cobrando kkkkkkkk, num ficou tão hot, mas sei lá, espero que gostem, mas e ai o que sera que vai acontecer nesse almoço em? sera que Clarissa e os avós de Bia vão tratar bem o Luan? comentem ai amores, bjooos







terça-feira, 29 de julho de 2014

35º Capitulo

Algumas semanas depois, quatro para ser mais exata, e aconteceu de tudo um pouco nesses dias, e a saudade de Luan só aumentava mais. Meu pai depois de tanto enrolar finalmente contou aos meus irmãos sobre estar com AIDS e ter que viajar para a Alemanhã, Gustavo como era escandaloso me ligou na hora e me disse tudo, inclusive de sua mãe ficar insinuando que ele logo morreria, isso é a cara de Guilhermina. Com isso ele viajaria logo, e as coisas na faculdade ficaram mais apertadas para mim, e mais do que nunca, meu pai insistia que eu deveria cuidar da empresa, pois meus irmão mesmo sabendo de sua situação não quiseram assumir tal responsabilidade. Com minha mãe e meus avós era a mesma coisa de sempre, mas minha mãe ultimamente tem saido muito, e cada vez que voltava pra casa, seu semblante tava pior do que quando saiu. Eu, Bruna, Francielle e Patricio saimos juntos algumas vezes durante esse tempo, e a Fran estava de rolo com Max, o que me deixou feliz por ela finalmente estar esquecendo meu irmão Gustavo. E Luan ainda estava viajando, cada dia em um lugar diferente, e quando não era shows, era programa de televisão, o que o fazia ficar no Rio de Janeiro ou em São Paulo, pelo menos nos falavamos todos os dias, e ele era quem me fazia bem, na hora que conversava com ele, tudo a minha volta desaparecia, os problemas, tudo, e finalmente, depois de dias longe do homem que eu amo, hoje ele voltaria para casa, e eu estava mais ansiosa que nunca para ver meu namorado.

-Amiga, eu já falei compra uma lingerie sexy para matar a saudade do seu bofe-dizia Patricio enquanto caminhavamos pelo shopping com Francielle
-Ticio eu num sei se o Luan vai dormir comigo hoje, ele vai querer ficar com a familia dele, eles estão com tanta saudade dele quanto eu
-Mas eu concordo com o Ticio Bia, se não aproveitarem hoje, vocês aproveitam amanhã-disse Francielle com uma cara sapeca
-É, vocês tem razão, acho que o Luan tem uma semana em casa, afinal ficou o mês todo fora, e ele merece uma surpresinha-sorri de canto
-Então ta esperando o que minha loira, bora comprar algo para deixar o cantor sem voz-disse Patricio
-Nossa assim ele vai a falência tadinho, ele depende da voz para viver sabia?-disse rindo do comentario dele
-Que seja-ele deu de ombros

Eu e Francielle rimos da cara de bicha safada dele, e fomos para uma loja de roupas intimas, melhor dizendo, um sex shop, nunca imaginei que entraria num lugar assim, mas já que meus amigos insistiram para irmos ali, não tive como contestar. Depois de muito olhar aquelas coisas que nunca imaginei para que serviam que a moça da loja nos mostrava, escolhi algo mais casual, porem sexy, uma lingerie pink, pois havia visto uma entrevista do Luan onde ele dizia que adorava mulheres com lingerie dessa cor, então decidi ver se ele iria gostar mesmo. Andamos mais um pouco no shopping, e depois de comer no MC Donald's cada um seguiu para sua casa, tinhamos ido cada um em seu carro. Cheguei em casa e minha avó estava mexendo com suas flores no jardim, dei um beijo no rosto dela e entrei em casa, meu avô assistia a um jogo de um time que nem sei qual é, apenas o disse um "cheguei" e ele assentiu concentrado na TV, subi pro meu quarto, e já fui mandando uma mensagem para Luan, sabia que ele havia chegado de madrugada pois me mandou uma breve mensagem as 03:34 hrs dizendo, "Minha neném acabei de chegar em Londrina, vou pra minha casa descansar um pouco, sei que ta dormindo agora, mas quando quiser me liga, te amoooo demais da conta, mais tarde nois se vê pra matar a sardade, bjooos do seu namorado lindão ;D", ele havia me pedido para o ligar, mas como sabia o bicho preguiça que ele era, provavelmente ainda dormia, por isso preferi lhe mandar uma mensagem, "Oi bebê, to morrendo de saudades, se tiver acordado ou quando acordar me liga ta, te amooo, bjooos pro meu namorado lindão :P".
Lhe enviei a mensagem, e enquanto ele não me ligava fui fazer meus trabalhos da faculdade, eu já estava com mais de quatro trabalhos atrasados, e paciência era o que me faltava para faze-los, mal comecei desenhar um croqui, quando ouço meu celular tocar, e pelo toque já sabia que era ele, e logo um sorriso bobo surgiu no meu rosto, enquanto pegava o celular para o atender.

Ligação on.
-Oi amoR-disse com voz de preguiça puxando o R
-Oi bebê, acordou agora é?
-É-ele riu-já é mais de 16:00 hrs da tarde, eu tava acordado, mas tava só curtindo a preguiça sabe-riu de novo
-Curtindo a preguiça, sei bem como é-ri de canto
-Ai vi meu celular apitar com mensagem e vi que era minha neném linda-disse todo bobo, e eu amava isso
-Então bebê, sabia que sua neném ta com saudades?-disse manhosa
-Tadinha-ele riu-mas se ta com saudades do gostosão aqui, que tal vim aqui me ver em? tambem to doido pra te ver-disse com voz sensual
-Num sei amor, acho melhor você ficar com sua familia hoje, eles tambem sentem saudades de você
-Eu sei, eu tambem sinto saudades deles, mas poxa cê é minha namorada, e a saudade com ocê é diferente
-Diferente?-perguntei indignada-por acaso, você só tem saudades de ir pra cama comigo?-perguntei um pouco magoada com isso, e sentindo meus olhos marejar, pensei que ele me amasse, não só pensasse em sacanagem comigo
-Claro que num é isso amor-ele disse tentando concertar o que falou segundos atrás-é diferente, porque eu sinto saudades do seu toque, seu carinho, seus beijos, seu cheiro, de você-disse e o ouvi respirar fundo-fazer amor é uma coisa, mas o que sinto mesmo é falta de te ter perto de mim, e me desculpa se disse algo que interpretou errado, eu...
-Tudo bem bebê-disse sorrindo, só suas palavras tinham um poder incrivel sobre mim-então posso ir na sua casa?
-Deve-ele riu gostoso-vem logo amor, vou até tomar um banho pra fica cheiroso pro cê
-Ta, mas que seja RAPIDO Lu, sei bem desses seus banhos rapidos
-Ta-ele riu-te amo neném, beijos
-Beijos, tambem te amo bebezão-ri dele e ele logo desligou o celular
Ligação off.

Como Luan era um menino bobo, e essa essência dele de criança, de menino, que me encantava, apesar de ser o homem que toda mulher sonharia em ter, era ao mesmo tempo como uma criança, que só sabe te fazer enxergar o melhor da vida. Sabia que o banho de Luan não era lá tão rapido assim, e que daria tempo de mim tambem tomar banho, me arrumar e chegar em sua casa. Sai cantarolando as musicas do meu cantor, enrolada na toalha, claro que passei bastante do meu perfume que sabia Luan gostava, e me arrumei:

Peguei algumas coisas e arrumei em uma bolsa, sabia que dormiria no apê do meu pai, e por instinto levei tambem a lingerie pink que havia comprado. Como era quarta-feira, faltar a aula na quinta não seria má ideia, sabia que teria mais trabalhos para fazer, mas tudo bem, eu estava com saudades do meu namorado, e planejar passar o dia seguinte todo com ele, não era nenhum crime. Passei pela sala, e ninguem estava ali, ouvi conversas na cozinha e lá estava meus avós, era raro ver uma cena dessas, mas sinceramente achei lindo, os dois tomavam chá sentados um perto do outro, e meu avô beijava uma das mãos de minha avó, quem via o senhor Getulio casca grossa nem imaginava o quão doce ele era com sua esposa. 

-Que lindos meus véinhos-disse rindo e minha avó pareceu ficar um pouco timida-vó, vô eu vou dar uma saidinha com umas amigas e devo dormir no apê do meu pai hoje
-Essa coisa de vou sair com umas amigas é velha-disse meu avô-a vida é sua Ana Beatriz, faça o que quiser, só espero que não se torne como sua mãe no futuro
-Getulio-minha avó o repreendeu com o olhar-pode ir tranquila Aninha, mas tenha juizo, muito juizo viu-disse vindo me dar um abraço
-Tenho juizo sempre vó-ri de canto-e avisa minha mãe que sai
-Pode deixar-ela sorriu
-Agora vou indo, beijo, beijo

Mandei beijos no ar para eles, peguei a chave do meu carro e segui para o Royal Park, já com o maior sorriso no rosto, e o coração batendo a mil, sabendo que eu logo veria meu amor. Cheguei no condominio, e segui ate a casa de Luan, tinha ido lá poucas vezes, mas sabia onde era, desci do carro, e parei em frente a grande porta da casa dele, toquei a campainha, e uma senhora sorridente e simpatica atendeu, devia ser a empregada da casa.

-Oi... é... o Luan esta?-perguntei um pouco timida, afinal não a conhecia e ela poderia pensar mil coisas a meu respeito
-Esta sim-sorriu de canto-entre-me deu passagem

Logo já estava dentro da casa de Luan e Marizete que assistia algo na TV assim que me viu, veio me cumprimentar.

-Oi moça sumida-disse me abraçando-nem para aparecer mais por aqui
-Pois é-disse rindo de canto-mas e ai como a senhora esta?
-Estou bem, e você?
-To bem, e o Luan onde...

Nem precisei perguntar e logo o vi descendo as escadas com um sorriso enorme no rosto, senti meu coração acelerar só ao vê-lo, e sorri feito uma boba, estava perdida no sorriso dele, e só senti que ele estava perto quando enfim me puchou para um abraço apertado, e eu pulei em seu colo.


-Que saudade eu tava-ele sussurrou em meu ouvido
-Tambem tava com saudades-o apertei mais no abraço e senti seu cheiro, como aquilo era bom, e logo o senti cheirar pescoço, sabia que ele estava fazendo o mesmo que eu
-Ta cheirosa amor-disse dando um beijo no meu pescoço e eu fiquei vermelha por sua mãe estar ali
-Você tambem ta cheiroso-disse enfim o olhando nos olhos e eles brilhavam
-Vem cá-me deu um selinho rapido e foi me puchando para subir as escadas, sabia que ele me levaria ate seu quarto

Subimos as escadas de mãos dadas e trocando sorrisos bobos, logo ele me arrastou ate seu quarto e enfim me beijou com vontade, para matar toda a saudade existentente.

E naquele beijo continha tudo, e principalmente amor, só o encerramos, por causa do maldito folego que nos faltava, e ficamos com nossos rostos colados.

-Te amo sabia?-ele disse alisando meu rosto
-Te amo mais-o dei um selinho-pensei que só ficaria três semanas viajando-fiz bico
-É que eu tive que gravar uns programas, e resolver algumas coisas em São Paulo amor, por isso só deu pra vim pra casa hoje
-Tudo bem-o abracei-o importante é que agora você esta aqui
-E cê ta aqui comigo-sorriu me dando um selinho-agora vem cá neném

Mais uma vez Luan me puchou e dessa vez nos deitamos em sua cama, agarradinhos um ao outro, ficamos trocando vários beijos e carinhos, até pararmos um pouquinho para respirar.

-Mor vamos assistir um filme?-perguntou me olhando
-Pode ser-sorri de canto
-Mas sabe, faz tempo que não vou no cinema, tava pensando em...
-Luan pirou de vez?-disse o olhando séria-você num lugar desses só atrairia a atenção de todo mundo
-Eu sei mor, mas é que sei lá, fiquei tantos dias fora só trancado de hotel em hotel, enquanto o pessoal da banda podia sair, e eu não, sempre com a coisa de que eu chamo atenção e...
-Bebê-alisei seu rosto-é pro seu proprio bem, e sua vida é essa, não da pra você se passar por qualquer um, sendo que você não é qualquer um, as pessoas te admiram, e claro que se elas virem o Luan Santana andando por ai, vão ficar enlouquecidas, pedir fotos, autografos, e você melhor que ninguem sabe o tumulto que isso gera né
-Eu sei-ele respirou fundo-mas eu queria ir no cinema poxa, a noite é mais vazio, e pensei que a gente podia ir, ficar juntinhos, vendo um filminho, no escurinho do cinema-disse beijando meu pescoço-em amorzinho, que tal?-me perguntou fazendo aquela cara que convence todo mundo-eu sei me disfarçar, e tenho meus truques, não custa nada vai
-Tem certeza disso Luan?-perguntei erguendo uma sobrancelha
-Claro que sim amor, eu sei que não sou qualquer um, e já fui varias vezes as escondidas no cinema, claro que algumas vezes quase deu errado-ele riu de canto-mas enfim, quer ir comigo?
-Bom, se você me garantir que ninguem vai te reconhecer e que eu não corro risco de aparecer outra vez como sua affair nos sites de fofoca, por mim tudo bem
-Te amo demais sabia?-disse me olhando nos olhos
-Eu que amo você-o dei um selinho
-Mor, eu lembrei de uma coisa
-O que?-perguntei sem entender
-Eu ainda não conheço minha sogra-ele riu
-Verdade-ri de canto-minha mãe nem faz ideia que to namorando, minha avó ate sabe e ela esta doida pra te conhecer
-Seria uma boa ideia, eu ir conhecer sua mãe e seus avós?
-Acho que sim, afinal nunca namorei ninguem serio, e minha mãe deve achar que sou virgem ainda, ou sei lá-disse rindo e Luan riu tambem
-Serio que sua mãe acha isso?-ele perguntou ainda rindo
-Bom, não sei o que ela pensa de mim, mas por nunca a ter contado nada acho que ela deve achar isso
-Coitada, acha que a filha é virgem-ele ria mais ainda
-Para de rir retardado-bati em seu braço-eu sou moça de familia, não faço esse tipo de coisa
-Imagina se fizesse então-ele riu com uma cara sapeca
-Você é um pervertido
-Não sou não amorzinho-disse mordendo meu pescoço-e que tal parar de falar e começar a fazer?-me perguntou com a tipica cara de safado mordendo o lábio inferior
-Depois diz que não é pervertido
-Talvez seja um pouquinho-mordeu outra vez meu pescoço-em, quer matar a saudade do seu nego não?
-Quero amor, mas não aqui né
-Porque não, a gente ta no meu quarto amor-me deu um beijo no pescoço-a porta tem isolamento de som-beijou meu queixo-e estamos com saudade um do outro-beijou minha boca
-Mas amor...-o interrompi cortando o beijo
-Deixa de ser chata Biazinha-me deu um selinho-vamos fazer amor logo-sussurrou com sua voz toda sensual em meu ouvido

Arrepiei por inteira com isso, e o cheiro dele já estava me matando, eu queria fazer uma surpresinha para Luan, mas meu corpo estava clamando pelo dele, e num ato rapido o puchei para mim, iniciando um beijo quente e cheio de desejo.

Logo as mãos de Luan deslisaram pelo meu corpo, e ele foi erguendo minha blusa ate pegar em meus seios, sem pararmos o beijo, fui colocando minha mão por dentro de sua camisa e arranhei suas costas, Luan cortou o beijo e já foi se livrando de sua camisa, e eu fiquei admirando os musculos que estavam se foramando ali, e seu corpo que estava mais perfeito do que a ultima vez que o vi. As coisas estavam esquentando, e quando Luan já ia arrancar minha blusa, ouvimos uma batida na porta, e em seguida Marizete gritar:

-Luan a Lurdes acabou de fazer bolo, desce para comer

Cortamos nosso beijo e Luan respondeu ainda ofegante:

-Depois a gente desce mãe
-Tudo bem, mas ela tambem fez seu creme de abacate, se quando descer já tiver acabado a culpa não vai ser minha
-Porra-disse Luan se jogando do meu lado na cama-fazer chantagem com creme de abacate é demais-ele riu-sera que minha mãe não desconfiou que nois tava namorando?
-Num sei amor, vai saber o que se passa na cabeça das mães
-Pois é-ele riu-agora que as coisas tava ficando boa rapaiz-ele disse me olhando com sua cara sapeca-mas vamos lá comer creme de abacate amor, depois nois continua com isso
-Serio mesmo que prefere creme de abacate a sexo?-perguntei indignada
-Não, mas é que to com fome, e sei que se nois num descer agora minha mãe vai vim de minuto em minuto aqui me chamar
-Ciumes?
-Talvez-ele riu de canto-mas vamos lá amor
-Tem certeza que quer ir assim?-disse apontando para o volume entre suas pernas, sera que ele num tinha percebido?
-A culpa é sua amor, que anima o meu amigo, mas acho que seria nada mal uma rapidinha-disse se jogando em cima de mim e mordendo meu lábio inferior
-Ué e seu creme de abacate?
-Depois eu faço outro se acabar-disse beijando meu pescoço-mas o que to com vontade agora é de você-disse já vindo me beijar
-Nada disso-cortei o beijo-agora eu quero comer esse tal creme de abacate
-Esquece isso amor-me deu um selinho-eu quero você-sussurrou em meu ouvido
-Não, se me quer vai ter que esperar-disse o empurrando de cima de mim e me levantando de sua cama-se você por um momento quis ir comer esse tal creme de abacate ao invés de ficar aqui comigo, deve ser porque esse negocio é bom mesmo
-Serio isso amorzinho? e eu vou ter que ficar na vontade?-disse fazendo bico e apontando sua ereção
-Você quem quis ir comer primeiro seu gordo, agora se vira com seu amigo ai-disse rindo e saindo de seu quarto
-Bia poxa-Luan veio ate mim e me puchou-me ajuda aqui vai-dizia apontando pra baixo
-Não sei como te ajudar-disse rindo de sua cara-mas que tal pensar em algo broxante? ajudaria?
-Mas o que seria broxante?
-Sei lá-ri de novo
-Você num ta ajudando poxa-ele fez bico
-Como é o nome daquele baixinho testudo seu amigo?-perguntei rindo horrores
-Roberval, porque?-ele perguntou sem entender
-Imagina...-risos-imagina...-mais risos-imagina o baixinho de lingerie sexy tentando te seduzir-não me aguentei e ri mais ainda
-Crendeuspai deve ser horrivel ver aquele malacabado assim
-Então, imagina isso, e vê se funciona-disse ainda rindo e apontando para seu volume
-Credo amor, num tinha uma coisa menos pior não?-ele perguntou erguendo uma sobrancelha
-Não sei, talvez meu irmão-disse rindo
-Cê ta achando que sou viado agora?
-Não, só to tentando deixar seu amigo calmo
-Haha, muito engraçado esse jeito, agora vamos logo
-Ta bom-ri de canto

Descemos ate a sala, e olhei disfarçadamente para a parte baixa do Luan, pareceu dar certo o que falei, pois a cara de espanto e de bravo do Luan eram impagaveis, fomos ate a cozinha, e Marizete e Amarildo comiam um negocio verde em potinhos de sobremesa, devia ser o tal creme de abacate, pois a cara do Luan ficou parecendo de uma criança quando viu o tal doce. Cumprimentei o pai de Luan, que ainda não o tinha visto, e nos sentamos na mesa para comer, realmente era muito bom o creme de abacate, e Luan que já é crianção, comendo isso é mais idiota ainda, ficava toda hora querendo fazer aviãozinho comigo, e sujava meu nariz, os pais dele só riam da infantilidade dele, enquanto eu estava brava por ele me sujar toda hora. Passamos a tarde conversando coisas diversas, e Marizete fez questão de me mostrar fotos do Luan quando era pequeno e contar de algumas de suas artes, enquanto Luan morria de vergonha por isso, e seus pais faziam questão de contar como ele era levado, Bruna chegou da casa de uma amiga já era quase 19:30 hrs, e Luan ainda com a ideia de ir ao cinema a convidou, mas ela diz que foi justamente ao cinema hoje e estava cansada, então depois de mil telefonemas, eu e Luan iriamos ao cinema.

-Amor vou tomar um banho pra ir ta bom-ele disse me dando um selinho e se levantando do sofá para ir rumo ao seu quarto
-Acho que tambem vou tomar um banho, vou lá no apê do meu pai, depois você passa lá
-Você podia tomar banho aqui comigo-disse sem se importar com seus pais ali e eu fiquei vermelha-mas tudo bem amorzinho, daqui a pouco to lá
-Ta-o dei um selinho e ele subiu correndo pra tomar banho
-Esse menino não tem jeito-disse Marizete olhando ele subir correndo as escadas
-Pois é-ri de canto ainda corada pelo comentario do Luan-bom gente vou indo, adorei passar á tarde com vocês
-Que isso, a gente que gostou de conhecer um pouco mais você, e sei que você ta fazendo bem ao Luan-disse Marizete sorrindo-sempre que quiser pode vir aqui
-Ta, acho que vamos nos ver bastante ultimamente-sorri de canto
-Espero que sim, adorei você-disse ela me surpreendendo  com um abraço
-Tambem adorei a senhora-desfizemos o abraço-tchau sr. Amarildo, ate mais-disse estendendo a mão ao pai de Luan
-Ate mais norinha-ele como Marizete me surpreendeu com um abraço
-Tchau gente, e fala para o lindo do filho de vocês não demorar muito, beijos

Me despedi deles e segui para o apartamento do meu pai, cumprimentei o porteiro, e assim que entrei já fui me despindo pelo caminho e entrando no chuveiro. Tomei um banho rapido, e decidi colocar a lingerie que comprei para Luan, logo me vesti:

Como era só ir no cinema, nem me arrumei muito, e logo já ouvi a campainha tocar, abri e era meu amor todo lindo, com touquinha e oculos escuros, assim que me viu me fez dar uma voltinha e sorriu feito bobo.

-Que linda minha namorada rapaiz
-Meu namorado que é lindo-o dei um selinho
-Vamos neném?
-Vamos bebê

Segurei na mão dele e seguimos rumo o elevador, como estava vazio aproveitamos e demos alguns beijos, ate ele se abrir, Luan insistiu para que fossemos no carro de seu pai, e assim seguimos para o cinema. Como o previsto não estava tão lotado, Luan estacionou o carro, e logo já vieram alguns seguranças falar com ele, e Luan disse que estava tudo bem, entramos a passos largos de mãos dadas, e ele o tempo todo com a cabeça baixa tentando disfarçar para não ser notado, por fim conseguimos chegar no cinema, ele me disse para comprar pipoca e refrigerante, enquanto ia escolher o filme, comprei nossas guloseimas e Luan já me esperava na porta da sala do cinema, entramos e já passava os trailers, nos sentamos na ultima fileira, e o gordo já foi pegando a pipoca da minha mão e tomando do refrigerante. O filme era de ação e ate que era legal em algumas partes, Luan algumas vezes me roubava uns beijos e fazia graça me tacando pipoca, saimos da sala assim que acabou o filme, e enfim seguimos as pressas para o estacionamento, me sentia uma criminosa, com essa pressa toda e com a urgência de não sermos notados, mas fazer o que se isso era preciso, só respiramos aliviados quando entramos no carro, e Luan me lançou um olhar meigo e sorriu de canto.

-Obrigado por me acompanhar, te amo demais-pegou minha mão que continha nossa aliança de namoro e a beijou-desculpa se não podemos vir como um casal normal ao shopping, ao cinema, ou ao qualquer lugar sem sermos notados, desculpa tambem por não poder usar nossa aliança como você-disse passando seu dedo pela minha aliança-mas olha aqui-ele puchou um cordão de seu pescoço, e além de seu terço estava ali nossa aliança-enquanto não assumimos nosso namoro ela vai ficar aqui
-Você é o melhor namorado do mundo-disse alisando seu rosto que se iluminava com seu sorriso-eu te amo Luan

Sem mais dizer nada ele me puchou para um beijo, e como ele mesmo canta, um beijo fala mais que mil palavras, e naquele momento palavras não eram nescesarias, apenas um beijo.

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Olá amores, ta ai mais um capitulo, parece que o grupo no face ta dando errado né? vou tentar resolver o problema e logo vocês entram, então amores o que estão achando da fic? por enquanto muito amor né? hehe mas em breve isso vai mudar, comentem ai amores, e criticas e sujestões sempre são bem vindas, bjoooos